28.1.06

Gravuras Rupestres no WC

Um dos factores que nos torna únicos neste planeta está relacionado com as casas de banho das escolas, universidades e institutos em Portugal, sobretudo ao nível da porta. Nas horas de grande aperto intestinal dirigimo-nos a grande velocidade para estes locais. Ao fechar a porta, os nossos olhos esbatem em lindos poemas, reveladores da existência intelectual tuga. Quais gravuras rupestres. Isto sim é património. Faço broches, liga 91...; Queres levar com o barrote do preto; FCP é uma merda, são todos panascas. PÁRA! Bem, aqui tenho que fazer um pequeno apontamento...confesso...é bonito...tenho que felicitar...concordo inteiramente... aliás, deveria ser obrigatório que todas as portas trouxessem esta mensagem de fábrica. E continua:Vou comer a tua mãe de quatro; Vota CDU seguido de resposta Seu comuna, vou-te ao cú (Lindo! Qual Herberto Hélder ou Pessoa); Vou enfiar-te o meu vergalho pelo cú acima.Vergalho?! Meu Deus, quanta homossexualidade. Sim. Temos que ter em consideração que foi escrito por alguém do sexo masculino. Que rotões. Tudo sempre condimentado com muita imaginação e sabedoria. Bela antologia. Já imaginaram a carinha destes fulanos enquanto escrevem. Eh, eh sou o maior. Na verdade, o perfil psicológico destes autores é um só: sarapitolodependentes, ainda por cima frustrados, sem reprodução sexuada, ui, ui...são os de pior raça.
Ora, para elevar estas capacidades e em prol do aumento de literacia no nosso país, proponho a introdução de jornais e revistas de conteúdo erótico e pornográfico numa primeira abordagem, devido ao interesse estampado nas paredes e porta. Como desvantagem só vejo a formação de filas para defecar. Posteriormente, a substituição gradual por jornais desportivos e generalistas, tipo 24 Horas. Vamos com calma. Respira, inspira. Novamente. Não podemos recorrer a terapias de choque. Passo a passo. Os jornais tipo Expresso ou Público deverão ser colocados somente numa fase avançada, para evitar recidivas. Cuidado, podem ocorrer falências terapêuticas e casos de resistência (sim...como na tuberculose). Também sugiro os livros de BD. Por outro lado, e numa fase terminal, porque não uma música ambiente como no elevadores? Além de relaxar os músculos das nalgas, ninguém ouve o tronco a cair. Estudos científicos desenvolvidos no Instituto Ricardo Jorge em modelo animal , nomeadamente em murganhos, demonstram claramente o José Cid, nomedamente a cabana ou coração de papelão. Em último caso, sempre podem recorrer aos desenterrados que participaram no tal Mega Concerto Sempre a Abrir da campanha do Manuel Alegre. Isso é que deve ter sido. Ui.



Comentado por Anonymous Anónimo à data de sábado, 28 janeiro, 2006

Homem que é homem fá-lo sem se preocupar com o que à volta se passa.
Bom blog amigos.    



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