27.2.06
Capuxinha Lampiona
Algures num bairro degradado da cidade inbicta, Samanta Pacheca, conhecida por Capuxinha Lampiona, sai da sua toca para mais um dia de trabalho. Quase meia noite e meia. Leva na mão esquerda um cestinho cheio de regueifas para a sua vóvó. Deambula à sombra das lâmpadas de néon como uma mariposa. Ao dobrar uma esquina cruza-se com um camone. Dá-me lume - diz-lhe num tom subtil. Olhares e odores acabam no chão imundo de uma pensão. Queres adivinhar quem sou eu? O jogo inicia-se... saia bermelha, capuz bermelho, unhas bermelhas, fio dental bermelho, penante bermelho, cabelo comprido... não me digas que és o Nuninho Gomes! Ela lança-lhe um olhar fatal pondo a mão no bujom, dizendo-lhe: Achas meu cabrom! Entom és uma puta... a senaita tresanda a carapau! Desistiu e não lhe contou que tinha sífilis. E tu, meu depravado bestido de lobão, com um naprum na tola...queres festa paga! De sexo erguido preparam-se para mais uma volta no carrossel. Quanto ao Baía... Não pagou, mas não andou! Publicar um comentário