31.1.06

Gina. E só e basta!


Agarrem-se! A partir deste instante jamais serão a mesma pessoa. Hoje recordo-vos uma memória perdida no tempo, diluída durante décadas. A revista GINA, um marco incontornável da história de Portugal. A primeira companheira para muitos de nós, para qualquer Homem que se preze. Manual de Sexo e Anatomia. Sim! Foi lá que decifrámos o complexo e ímpar corpo feminino. O pessoal disputava-a ao milímetro: Ca ganda gaija, tou aqui que não posso. eh, todo lá dentro, catano. Mas havia sempre um de nós (o mais velho e respeitado) que levava a Gina para casa: Dá cá essa cena, pá. Na volta, a Gina ficava irreconhecível. Até cheirava a mistura de pneu queimado com cebola. Quantas páginas não ficaram coladas por esse país fora?! Eu sei que as actrizes pareciam sopeiras, mas era o que havia. Quanto à história, mas qual história? Era sempre a arrebimbar o malho. E os textos? Eram no mínimo delirantes: ...pega-lhe na pichota ainda molhada e pouco tesa e mete-a na boca, enquanto outro encavacava-lhe o mastro por trás. Que poesia!

Ainda hoje, há quem dê o nome próprio Gina às filhas, talvez seja em sua homenagem. Os seus exemplares, valem centenas de euros, sobretudo se estiveram intactos, ou seja, sem manchas...de ADN.

Утомляно и отжато

Benditos sois vós que não conheceis este estado de espírito.

Drunfo História


Os índices de popularidade do Drunfo são elevados, sendo uma referência constante no antigo concurso da RTP: Quem quer ser Milionário.

DrunfoFM.NET Rádio no rescaldo do Derby Lisboeta


Esta foi a primeira vez que a DrunfoFM fez a cobertura de um derby lisboeta, cujo opôs os eternos rivais Benfica e Sporting.
É certo que se tratou de um excepcional jogo tendo inclusive e contra todas as expectativas de, pelo menos, 160 milhões de portugueses, desculpem, seis milhões apenas, o Sporting saído vitorioso. No entanto, há que notar que o nosso objectivo residiu, essencialmente, no rescaldo do jogo, ou seja, nas entrevistas aos treinadores de ambas as equipas.

Assim sendo, fica, aqui, o resumo das entrevistas aos treinadores Ronald Koeman e Paulo Bento realizadas após o desfecho do jogo.


DrunfoFM – Sr. Koeman, o que é que se passou com o glorioso, hoje?
Ronald Koeman – No se ya visto?! Lo Benfica no ya jogado la punta dum cuerno!
DFM – E qual é a sua opinião acerca do jogo?
RK – Esto a sido un partido mui difícil para lo Benfica. Por loutro lo Sporting a jogado mui bien e por isso a ganado lo juego. Sporting estube muito merror, nomeadamente com la segunda bola et isso nos a dificultado la vida por esto partido.
DFM – Partido?! Permita-me informá-lo de que as eleições já acabaram, tendo o Sr. Prof. Cavaco Sílvia sido o candidato eleito.
RK – Quê?! Partido miseráble si. Lo Benfica no se ya mostrado en su merror fuerma. Quanto a nuevos jogadores yo no le posso adiantar mas nada. Las nuevas contrataciones son de la responsabilidad do sr. José Veiga e no lo sei nada de Cavaco Silva.
DFM – Sr. Koeman, o Prof. Cavaco Silva será o futuro Presidente da Republica de Portugal e, embora digam que gostasse de jogar à bola em miúdo, não será, certamente, um dos próximos reforços do Benfica.
RK – De Portugal?!... Si, és provavil. Mas ningun dirigente a falado con mi personna. Mas és probabil que Scolari o jrame.
DFM – Não! Esqueça! Diga-me, agora... Há quem o culpe pelas escolhas na defesa, nomeadamente por ter colocado o Nelson a lateral esquerdo e o Luísão em vez do Rocha que à partida marcaria melhor Liedson. O que tem a dizer acerca disso?
RK – Yo lo a metido los merrores joladores por lo partido! Además, por mi, los merrores joladores por la defesa son los pretos ê Rocha és branco!
DFM – Algum complexo de carácter racial?
RK – No, no, no és isso! Por esto partido son los merrores joladores et nada mas.
DFM – E no que respeita à fúria dos adeptos, julga que estes terão contribuído para o desfecho do respectivo jogo?
RK – Si, porque no?! Son los adeptos que animam los equipos. Yo admito até que gosto de los adeptos e dos sus musicas. Yo a gostado mucho de las musicas delaquela claque benfiquista Juve Leo. Es mui giras. Simão los es panelero e outras tambien. Mui bonito.
DFM – Ahhhhhhhhhh?!...
RK – As terminado?!
DFM – Ahhhhhhhhhhh.
RK – Bien. Me a gostado hablar contigo.

DFM – Bom e depois desta conversa, um tanto ou quanto, atribulada ao treinador encarnado Ronald Koeman passaremos desde já a falar com o treinador vencedor, Paulo Bento.
Paulo Bento, tratou-se do seu primeiro derby, como treinador, e no qual a sua equipa se sagrou vitoriosa. Deixe-me perguntar-lhe, como é que se sente agora?
Paulo Bento – Antes de mais (...), deixe-me (..) corrigi-lo! Este não era, não é e não foi o meu (...) primeiro derby. Há que notar que, enquanto treinador do Sporting, já, ganhei (...) 3 derbys, pois (!...) o ano passado com, com, com os júniors (...) ganhei os dois!
DFM – Sim, compreendo. No entanto, referia-me ao seu primeiro derby como treinador principal da equipa sénior do Sporting. E no que respeita à sua opinião acerca do jogo?
PB – Acho que (...) foi um bom jogo e (...) subscrevendo as palavras do nosso (...) guarda (...) redes (...) Ricardo, fico com pena de não sairmos daqui com seis ou sete golos marcados. Nos primeiros 45 minutos (...) poderíamos e deveríamos ter acabado o jogo. A única oportunidade que o, o, o Benfica criou donde surgiu o primeiro, primeiro (...) golo da partida não nos deixou (...) passivos e procuramos os golos, que (...), no decorrer da segunda parte, surgiram e que, que, que nos possibilitaram ganhar o jogo.
DFM – É, portanto, da opinião de que o Sporting realizou um dos melhores jogos da era Paulo Bento aqui hoje?
PB – Hoje (...) estivemos aqui com mais, mais cabeça e menos, menos coração! Procuramos marcar e, e, e, e (...) isso aconteceu. O nosso objectivo era ganhar, ganhar, ganhar este jogo e o resultado mais, mais (...) justo era a vitória do Sporting que aconteceu.
DFM – Antes de jogo, falou do respeito e da admiração que apresenta pelo treinador Ronald Koeman. Após os jogo é unânime dizer-se que essa opinião ainda se mantêm ou nem por isso.
PB – Não, não, não. Enquanto treinador do Sporting (...) Clube (...) de Portugal disse-o e como pessoa mantenho-o. Admirei-o enquanto jogador e mantenho, por ele, um, um, elevado, elevado prezar enquanto treinador.

«Entretanto, Ronald Koeman entra novamente na sala»

RK – Bento?! Qê estas faziendo aqui, ainda?!
PB – Ora, ora viva!
RK – Mi e los chicos estamos indo por lo restaurante. Tu vais conosoutros ou vas com losoutros?
PB – Eh pá! Estava a pensar levar o Sá e o Liedson... O que é que achas?!
RK – Por mi as bien. Además eles fueram los protagonistas desto partido. Yo levo lo Luisão et Alcides.
PB – Ok, pá! Nesse caso já nos encontramos por lá.

«Ronald Koeman saí a correr da sala de imprensa»

DFM – Mas?! Vocês vão jantar agora?! Acredito estar aqui perante um facto histórico de fairplay.
PB – Ah, ah. Julgo que, que já terei respondido a (...) todas (...) as suas questões e por isso e como acabou de ouvir (...) tenho que ir.
DFM – Mas, mas, mas, mas?...
PB – Desculpe. Permita-me corrigi-lo novamente, mas, mas, mas eu detesto que me gozem (...) por causa da minha (...) maneira, maneira de falar. Lembre-se de, de, de que eu ainda sou um treinador jovem (...) e, e, e ainda me apresento a aprendizagem no que, que, respeita a construção de frases futebolísticas e, e, e como é normal (...) sinto-me pouco à vontade. Informo-o, ainda, de que, que por causa disso o Beto levou um, um, um grande (...) excerto de porrada e, e, e agora está em França. Veja, veja lá (...) a sua vida.

28.1.06

Gravuras Rupestres no WC

Um dos factores que nos torna únicos neste planeta está relacionado com as casas de banho das escolas, universidades e institutos em Portugal, sobretudo ao nível da porta. Nas horas de grande aperto intestinal dirigimo-nos a grande velocidade para estes locais. Ao fechar a porta, os nossos olhos esbatem em lindos poemas, reveladores da existência intelectual tuga. Quais gravuras rupestres. Isto sim é património. Faço broches, liga 91...; Queres levar com o barrote do preto; FCP é uma merda, são todos panascas. PÁRA! Bem, aqui tenho que fazer um pequeno apontamento...confesso...é bonito...tenho que felicitar...concordo inteiramente... aliás, deveria ser obrigatório que todas as portas trouxessem esta mensagem de fábrica. E continua:Vou comer a tua mãe de quatro; Vota CDU seguido de resposta Seu comuna, vou-te ao cú (Lindo! Qual Herberto Hélder ou Pessoa); Vou enfiar-te o meu vergalho pelo cú acima.Vergalho?! Meu Deus, quanta homossexualidade. Sim. Temos que ter em consideração que foi escrito por alguém do sexo masculino. Que rotões. Tudo sempre condimentado com muita imaginação e sabedoria. Bela antologia. Já imaginaram a carinha destes fulanos enquanto escrevem. Eh, eh sou o maior. Na verdade, o perfil psicológico destes autores é um só: sarapitolodependentes, ainda por cima frustrados, sem reprodução sexuada, ui, ui...são os de pior raça.
Ora, para elevar estas capacidades e em prol do aumento de literacia no nosso país, proponho a introdução de jornais e revistas de conteúdo erótico e pornográfico numa primeira abordagem, devido ao interesse estampado nas paredes e porta. Como desvantagem só vejo a formação de filas para defecar. Posteriormente, a substituição gradual por jornais desportivos e generalistas, tipo 24 Horas. Vamos com calma. Respira, inspira. Novamente. Não podemos recorrer a terapias de choque. Passo a passo. Os jornais tipo Expresso ou Público deverão ser colocados somente numa fase avançada, para evitar recidivas. Cuidado, podem ocorrer falências terapêuticas e casos de resistência (sim...como na tuberculose). Também sugiro os livros de BD. Por outro lado, e numa fase terminal, porque não uma música ambiente como no elevadores? Além de relaxar os músculos das nalgas, ninguém ouve o tronco a cair. Estudos científicos desenvolvidos no Instituto Ricardo Jorge em modelo animal , nomeadamente em murganhos, demonstram claramente o José Cid, nomedamente a cabana ou coração de papelão. Em último caso, sempre podem recorrer aos desenterrados que participaram no tal Mega Concerto Sempre a Abrir da campanha do Manuel Alegre. Isso é que deve ter sido. Ui.

27.1.06

Ensopado de Enguia


Joana de 7 aninhos escreveu uma composição para a escola: A enguia.


A minha irmãzinha chama-se Cristina e ontem ficámos sozinhas em casa. Assim que os meus pais saíram, a campainha tocou . Era o Anastácio, o namorado da minha irmã. Puseram o DVD do Nemo, que já vi 7 vezes, apagaram a luz e sentaram-se no sofá. Ele chegou perto dela e começou a abraçá-la. A Cristina deve ter começado a ficar doente, porque ficou muito vermelha. O Anastácio deve ter reparado que ela estava mal disposta, porque pôs a mão dentro da blusa dela para ver se o coração dela batia. Mas demorou muito para encontrá-lo! Depois as coisas pioraram. Ele também ficou doente, porque os dois começaram a ficar ofegantes, com pouca respiração. Acho que a mão dele estava muito fria, porque colocou-a por baixo da saia da Cristina. Enquanto via o Nemo, consegui perceber porque estavam os dois doentes: uma enguia muita grande tinha saltado do bolso das calças dele, era muito grande, cabeçuda e feia. Que nojo de bicho. Foi então que a minha irmãzinha agarrou na enguia com as duas mãos, acho que para ela não fugir, e disse que era a maior que já tinha visto. De repente teve muita coragem, porque ela tentou comer a enguia. Colocou-a inteirinha na boca e quase que a engoliu. O Anastácio deve ido à loja de congelados e a enguia entrou-lhe para as calças. Coitadinho. Acho que a enguia é uma coisa muito dura e ruim de comer, principalmente viva, porque depois de um tempão, a enguia saiu da boca da Cristina ainda inteirinha! O Anastácio enfiou a enguia num saco de plástico, tentando sufocá-la. Entretanto, a Cristina tentou ajudá-lo e deitou-se prendendo a enguia entre as pernas, enquanto o namorado se deitava em cima dela, acho que para a esmagar. Fiquei com tanto medo que ela desse um choque, porque a Cristina gritava e saltava tanto. Depois de muito tempo os dois soltaram um suspiro de alívio. Acho que conseguiram matar a enguia, porque eu vi-a pendurada abaixo da barriga do Anastácio. Os dois sentaram-se no sofá e começaram-se a beijar e, como por milagre, a enguia morta ressuscitou e eles começaram a brigar novamente. Acho que o namorado estava cansado, pois foi a Cristina que tentou esmagar a enguia sentando-se em cima dela. Como a minha irmã é muito fraquinha, ele pediu-lhe para ela se pôr de gatinhas e voltou a tentar esmagar a enguia, mas dessa vez com muita força. Quase que lhe vieram as lágrimas aos olhos. Fiquei preocupada, porque a Cristina berrava muito e eu não podia ajudar. A vontade de matar a enguia era tanta que ela gritava "Vai,Vai, Não Pares, Não Pares". Aprendi na escola que a enguia é um peixe muito escorregadio e forte, pois só depois de uns 10 minutos, a enguiamorreu! O Anastácio disse que tava todo esfolado e atirou a pele da enguia pela janela. Espero que as enguias não sejam como os gatos, têm sete vidas…

26.1.06

Clube de Fãs


Caríssimos internautas, a popularidade e prestígio do Drunfo tem aumentado consideravelmente. A propósito disso, está a recente criação do nosso clube de fãs. Hoje falei com uma amiga que me mostrou o que é ser uma super-fã (foto). Venho aqui propor um passatempo "Drunfo, o calor da inquietação". Surpreendam-nos com as vossas fotos.

Espaço reflectivo Drunfo


O mal da Humanidade não será exactamente o de querer sempre mais sem nunca valorizar aquilo que alcançou...

E com isto me despeço.

Fraca «Conduta»

E quem se lixou fui eu. Ah pois é! Toca a dar a volta, que por aqui não dá.

Gestor de Espaço


Buraca. 6:30h da manhã. Pulga Mamona, arrumador de carros, abre os seus olhos sempre high para a rua. Em redor ouvem-se as sirenes. Está na hora de bulir. Após quatro tentativas, consegue enfim equilibrar-se. Arruma os papelões e arrota a uma mistura de bagaço e morcela do dia anterior. Dirige-se a penantes para a estação de comboio. 6:40h. Procura desesperadamente beatas perdidas no chão. Acende o primeiro filtro. Um bafo branco sai da sua boca, cujos caninos persistem em habitar. Sente a cabeça quente. Demasiado quente. Tem o gorro a arder.
Entrecampos. 7:00h. Quem não chora não mama. Mendiga a todos os que passam: “Ai, ai, dê-me qualquer coisinha para comer, senão dou-lhe uma chinada com esta faquinha pequenina na sua barriguinha”. O olhar magro denuncia a miséria. É alvo de piropos simpáticos: “Porque não te atiras para a linha” ou “Vai-t’imbora merda andante”. Tal como no final da gravidez, também a morcela dá a volta, mas ao estômago. Vomita em jacto, enquanto gemia um obrigado. 7:45h. Galinheiras. Compra o primeiro pacote. 0.25g são injectados por via parentérica. Agora sim, Pulga faz jus ao nome. Saltita de um lado para o outro, gritando: “Ai mamona, anda cá…partia-te a boca toda, ai mamona”. Campo Grande. 8.10h. Está na hora de arranjar guita para a próxima dose. 8:15h. Aproxima-se a primeira machine ou direi o primeiro cliente. De jornal “O Crime” em punho planeia as primeiras instruções. “Ó chefe…” depois “Aqui pá…” ainda “Cegueta do *******” e por fim “destroce, isso, anda lá pá, isso, desvira, mais, mais, bora lá pá, não tenho a tua vida men, vá tá fixe”. Claro que toda esta verbalização é condimentada com os gestos de um maestro de jornal em riste. Qual batuta. Está na hora de fazer um zoom e de esticar a mãozinha à gorja: “Obrigadinho, Deus lhe pague”. Depois. “Só 1 euro…mas um gaijo anda a bulir de borla, *******”. 12:00h. Pulga almoça. Torresmos como prato principal e bagaço como sobremesa. O resto da guita tem outro fim. Antes ainda há tempo para uma mija nas estátuas dos reis no Campo Grande. Pulga tenta escrever o seu nome a jacto. No fim mija as mãos todas. Agarra na sandes e prepara-se para a última trinca. Perdão, a última chupadela. Pulga tem apenas 2 dentes. Sim. E abanam. 13:00h. Galinheiras. Mais uma dose. O ritual mantem-se: “Ai mamona, anda cá…partia-te a boca toda, ai mamona, todinha, toda, toda, todinha”. 14.30h. Volta à pista para mais uns destroces, desviras e boras. Pulga folheia o jornal à procura das páginas eróticas. Por entre “Pai mata a caçadeira os 3 filhos e a sogra” ou “Bébé decapitado em acidente na A1” lá encontra a zona relax. 15:10h. Pulga esfola o pessegueiro. Cinco contra um até vomitar. Pelo meio masca um filtro e atira uns piropos às beldades que passam:”Oh dama anda cá que não te aleijo” ou “Levas com o mangalho da Pulguinha que amanhã não andas” ou melhor “Tocava-te no umbigo por dentro”. Mais uma vez acerta na mão. Limpa-se e cola as folhas do jornal. 15:30h. “Olha a bófia pá”. Pulga foge. O resto do dia é similar. Pulga defende que não é um marginal. Não é um colas, um agarrado ou carocho. Afirma: “Não sou arrumador, sou um gestor de espaço!” A sua actividade já não surge como simples extorsão. Dito de outra forma, ele tem sabido transformar a passagem do dinheiro para a sua mão como uma espécie de pagamento. Porém, Pulga arrota, saltando a rodela da tal morcela. Parou. Tempo para mais uns prontos e uns destroces.

MARKETING - SPORTING Vs BENFICA


Por vias daquilo que é a minha falta de imaginação deveras mais do fundamentada e na antevisão daquilo que será, por ventura, um grande derby, resolvi transpor, na íntegra, aquele que julgo ser um dos melhores post’s da semana, em todo desenvolvido pelo nosso camarada Apre.

"No outro dia no Metro, vi um individuo com paralisia cerebral a coxear pelo cais fora, com a boca aberta e os olhos tortos, a mão suspensa junto ao peito e com um boné e uma t-shirt vermelha do Benfica, que dizia "Ser do Benfica é ser diferente!". O que é mentira, é ser igual a metade da população, é ser mais uma ovelha no rebanho.
O mau marketing é característico do Benfica.
O Sporting tem mais classe, tem cartazes que dizem "O Regresso dos Indomáveis" ao melhor estilo de Hollywood e provavelmente alusivo às dificuldades em controlar o balneário da equipa.

O Sporting tem a Game Box, o Benfica o Kit Novo Sócio.
A claque do Sporting chama-se Juve Leo, em latim erudito. A do Benfica chama-se NoNameBoys, o que é verdade, visto que a maior parte são ilegais ou marginais sem documentos.
O Sporting tem presidentes com curriculum, o Benfica tem presidentes com cadastro.
O estádio do Sporting é uma obra do pós-modernismo, uma obra de autor. O do Benfica é uma uma 'cesta' vermelha grande que baste para acomodar o numeroso povão.
O ídolo do Sporting chama-se Sá Pinto. O do Benfica pronuncia-se Es-Mãn-torra.
Os cânticos do Sporting são coisas em francês, cheias de allez, como "Todo o estádio a cantar, todo estádio a dançar, lá lá lá lá lá allez Sporting allez, allez Sporting Allez, só eu sei, porque não fico em casa...". Os do Benfica são " S.L.Bêeee. S.L.Bêeee S.L.B. S.L.B. S.L.B.Golrioso S.L.Bêee Glorioooso SLBêee" ou então "Benfica *tum tum tumtum* Benfica *tum tum tumTum* Benfica"
Conclusão: A comunicação do Sporting é muito superior ao produto! No Benfica a comunicação é muito fraca, mas suficiente para o segmento-alvo!"

In APRE

25.1.06

À Nossa Saude!!!


Edição da Tarde


Hoje, pelas 11h da manhã, foi descoberto um novo medicamento, altamente sofisticado e complexo (aliás, patrocinado pela Microsoft), para as doenças mentais que atormentam cada vez mais portugueses. Tal medicamente dá pelo nome de "LVS: Levar uma Vida Saudável".
Devido à sua complexidade, o LVS irá ser objecto de regulamentação em folheto anexo à embalagem de distribuição do mesmo. No entanto, e embora ainda não tenham sido ouvidas todas as autoridades sindicais, o Repórter Drunfo descobriu em primeira mão, pé ou qualquer outro membro do corpo humano (não sobram muitos!), que tal regulamentação incluirá:
  1. Aceitar que nem todas as pessoas que passeiam na face do globo terrestre são boas pessoas e amigas;
  2. Aceitar que nem todas as pessoas que passeiam na face do globo terrestre são más pessoas cujo nome é antecedido por nomes de animais ou expressões relativas à sua ascendência biológica;
  3. Aceitar que as pessoas que já completaram as duas anteriores fases do tratamento são bem mais felizes que o ainda doente e que, por isso, têm o direito a serem deixados em paz por este último.
O Repórter Drunfo, até por padecer ele próprio de uma doença do género, embora de carácter irreversível, estará atento a posteriores desenvolvimentos nesta matéria, acrescentando que, a seu pedido, a Drunfo S. já ofereceu umas panelas no sentido de aceder, antes de qualquer outra empresa concorrente, às informações relevantes.

ERRATA: onde se lê “autoridades sindicais” deverá ler-se “associações sindicais”.
PS: Ou talvez não…

23.1.06

Espaço reflectivo Drunfo



A dor de corno dói tanto, não dói?

Sem mais, dois menos



Vinha pela rua
Igual a si mesmo
Vinha, pois vinha
Animado, mas e também pasmo.



Maldito dia este
Amaldiçoado, até!
Não haverá para aí mais fé?!
Uma ou outra crença escondida num recanto qualquer, quem sabe?
É agora camaradas!
Lutem e façam prevalecer a bravura das vossas armas.



Agora, que o momento chegou
Lava-vos do então desmentido,
Erguei a vossa chama,
Gritai juntamente com um vosso amigo,
Ridicularizai quem de graça não nos merece
E vivei que quem não vive me entristece.

20.1.06

Milagreiro


Prof. Jota Sócrates

Possui um tacho hereditário, transmitido de geração em geração há mais de 500 anos. O seu avô era trolha e foi junto de si que fez toda a sua aprendizagem! Especialista em doenças raras, mesmo as inexistentes!
Com resultados instantâneos (basta juntar 50ml de água e agitar) em várias áreas:

Prof. Sócrates recomenda o creme íntimo Nopacote: Empurra as fezes para dentro, evitando a secura anal. Contacto: 22 460 12 13 (da vizinha)


19.1.06

Futebol Zombie

No mês passado comprei a revista CAIS ao moço que está à porta do Saldanha Residence. Nessa edição, intitulada "Pinte uma Vaca" (não, não é a Fátima Preto), descobri duas páginas dedicadas à organização de um torneiro nacional de futebol de rua. Para meu espanto, as inscrições são apenas destinadas a pobres e socialmente excluídos, repito POBRES, o que não deixa de ser desde já uma discriminação. Lembrei-me logo do Jorge Coelho e do Garcia Pereira, respectivamente. Mas o que é isso de ser pobre?
Ter um vencimento anual inferior a 15x o salário mínimo nacional, como o Manuel Damásio? Ter menos dentes que o emplastro? Utilizar o vernáculo da palavra alho como vírgula? Ter o cabelo loiro com raízes pretas? Ser licenciado? Passar férias numa roulote na Fonte da Telha? Ter pelo menos três telemóveis? Ir ao hipermercado de fato de treino? Lamber a tampa do iogurte? Ser inchado e não gordo? Gritar pela janela do autocarro? Ter só um motorista? Ser louco por banana e amendoim? Usar sandálias com peúga branquinha da raquete? Dançar salsa com a sogra? Assar carapaus na varanda? Escarrar expectoração do estomâgo? Usar as cuecas como pano do pó? Ir só a restaurantes onde aceitam Euroticket? Decidir ir passar o carnaval a Torres Vedras e passar o dia todo no trânsito? Levar a sopa no termo para o emprego? Assobiar a Nikita do Elton John? Ver cinema pela janela do comboio? Cheirar a naftalina? Usar o prego da parede como arquivo? Discutir política no barbeiro? Coçar a micose? Palitar os dentes de boca aberta num restaurante lotado? Ameaçar esposa em voz alta num local público: "levas uma galheta na tromba"? Ter um colete verde no banco do carro? Chamar-se Joaquim ou Serôdio? Ter cunhas? Possuir um Mercedes CLK com 3 anos? Lavar o carro ao domingo? Usar camisinha d'alças branca com furinhos? Ter um cigarro ou um lápis atrás da orelha? Fingir de cego no metro? Ter sexo com o padeiro? Comer coxinha de frango toda a semana? É dúbio.
Mas não ficamos por aqui! Cada equipa é orientada por um técnico social e por um psicólogo! Ah, pois é! É necessário motivar esta gente: "Pensem na vossa vida e no vosso futuro! Jogar à bola é melhor que não jogar. Vocês são uns campeões!" Campeões de quê? Futebol de rua...mas o que é isso! Qualquer dia põem um psicólogo no WC. "Vá força, eu sei que é capaz...quero ouvir esses gases...vá dê-me a mão para eu apertar" Enfim.
Por outro lado, estão a imaginar 5 zombies de cada lado da rua. Com sorte são confundidos com uma rixa entre gangs chamam a GNR e vão todos de cana. Bem pelo menos dão um passeio de bólide.

18.1.06

Espaço reflectivo Drunfo

Afinal e ao contrário do que se pensava, o Primeiro Ministro, José Sócrates, não é homossexual.
Ao que parece, foi visto, no últimos dias, a andar com duas «canadianas».

17.1.06

Os desenterrados

Enquanto deambulava pela ruas da capital ofereceram-me um papel da campanha eleitoral do Doutor Manuel Alegre, com "MegaConcerto Sempre a Abrir!" a servir de manchete. Curioso, decidi saber quais as bandas envolvidas. Qual Vilar de Mouros, Zambujeira, Rock in Rio ou Woodstock. A próxima década em Portugal nunca mais será a mesma! Pessoal, o cartaz é no mínimo poderoso...inclui o "Olhó Robô" da Lena d'Água, o fanhoso Francisco Fanhais, o calhau filosofal do Pedro Barroso (faz o dedilhado só com o polegar), os ciganitos à volta das brasas do Paulo Carvalho (não, não é essa em que queimam a pilinha), o Quinteto TATI (quantos são?), o Rui Moura (pelo nome deve ser toureiro). Uff. Mas não fica por aqui! Ainda podem ouvir o fio de pesca dos Rádio Macau, o Manuel Freire e os UHF (essa mesmo, a banda do António Manuel Ribeiro ainda com cabelo). O inflamável Jorge Palma (excelente compositor), que conheço pessoalmente, também é uma das atracções. Tenham especial cuidado para não fumar perto deste senhor, pois há perigo de explosão...lembrem-se que o corpo dele é constituído por 70% de absinto.
Se não apreciarem nenhum destes agrupamentos musicais, o que acho totalmente improvável, podem sempre pensar nos morfes...pipis, pica-pau, torresmos, courato com pêlo, morcela de sangue panada, caracolada, enfim uma panóplia gastronómica requintada à descrição. Os pontos altos da noite (é segredo, mas contaram-me!) serão o leilão de um paio de Aviz e a formatura para o incontornável Apitócomboio que percorrerá todos os cantinhos do pavilhão Atlântico (atenção, não se devem despir para ligar as carruagens).
Ainda por cima, a comissão organizadora deve andar "uns mãos largas", pois o espectador terá direito a todo este folclore por apenas 10 euritos, no qual se incluem tampões para os ouvidos e um palito descartável, obviamente, pois claro.
É pena não terem convidado outros desenterrados como os Queijinhos Frescos, o Paco Bandeira (acho que ficou zangado) ou o Avó Cantigas com a famosa canção "Eu sou o Avó Cantigas, todas as crianças são minhas amigas" ou a estrondosa"Eu sou o Avó Grisalho, todas as crianças, enfim...".

Drunfo JAMBADA!

Faz, já, o download, para o teu telemóvel, dos toques mais radicais para a época.
Para andares com o novo álbum, Presidenciais 2006 e o single Para Mim Tanto Me Faz, Eu Até Que Sou um Bom Rapaz, da banda D’ZRT sempre contigo envia um SMS para o 0000 com:


Vive, intensamente, as presidenciais com a Drunfo JAMBADA!

Tachos em demasia

Serve o presente comunicado para informar os nossos tão prestigiados clientes, assim, como os demais cidadãos que a Drunfos S.A. irá, nos próximos meses, abrandar a produção de «tachos» em benefício do aumento de produção de panelas e frigideiras.
Tal deve-se, essencialmente, ao aumento da oferta do mesmo produto por outras entidades da concorrência, colocando, por isso, o nosso mercado em sério risco de detrimento.
No entanto, é ainda do nosso interesse informar que tal em nada alarmou os nossos investidores, tal como demonstra o acentuado crescimento das nossas acções em bolsa nos últimos dias.
Concluí-se, assim e portanto, que o aumento da produção de panelas e frigideiras em detrimento da de tachos veio complementar uma lacuna à muito existente no nosso mercado, sendo que e a continuarem os «ventos a nosso favor» é bem provável que venhamos a lançar uma nova vaga de participações em bolsa.

A direcção.

16.1.06

Arqueologia

Na sociedade actual é desagradável falar dos velhos. A palavra idoso é mais convencional. Ao invés de marginalizados devem saber ocupar o seu espaço e lugar. Se forem espertos ficam embrulhados numa manta, a brincar com os netos, a contar epopeias longínquas, a usufruir da sua reforma em descanso. Profissionalmente devem saber retirar-se no devido tempo, e se desempenharam um papel importante têm de o saber preservar. A boa educação, qualificação e classe não falam da idade de um velho. Um velho que não se conforma com a longevidade perdeu a noção da realidade, do seu tempo, para construir, para conviver. Um velho é sempre um velho, sobretudo se um velho se candidata à Presidência da República. Afinal, um político velho com cabelo cor de neve transforma-se lentamente numa vedeta em declínio que não ousa abandonar o palco. Exalta assim, a pura vaidade, o seu ego. Para disfarçar a falta de juventude apontam-lhe a frescura dos anos, 18 invertidos. As gafes, engasgos, sonolência não lhe são apontadas, pois fica mal. Mais uma vez, pessoas bem educadas, com qualificação e classe não comentam estas coisas. No entanto, a falta de memória e senilidade são comentados pelos rivais de campanha, rindo como hienas. Os velhos com dignidade, têm o seu passado, bom ou péssimo, as suas batalhas, mas essencialmente uma idade merecedora de respeito. Mas por insistirem em voar em redor da lâmpada à procura de luz, não dando o lugar aos mais novos, vão oferecendo música inaudível e caem no ridículo.

12.1.06

1º Symposium da Drunfos S.A.

É com um enorme prezar que informamos que a Drunfos S.A. já conta com um ano e dois meses de existência.
Assim e com vista à comemoração deste «importante trunfo» irá realizar-se, no próximo dia 14 de Janeiro, Sábado, um jantar num, ainda por definir, restaurante, na tão hospitaleira cidade de Leiria, seguido de uma noite de boa disposição e alguns eventos capazes de animar os respectivos intervenientes.
É, portanto, fulcral que, não só os colaboradores directos deste tão prestigiado grupo, mas e também os todos os denominados indirectos e apoiantes apareçam e contribuam para a ascensão desta nobre causa.
Os interessados poderão efectuar a sua inscrição, sem custos de carácter adicional, para o endereço de correio electrónico nmjlopes@gmail.com.
Contamos consigo, assim, como com a sua boa disposição.

Votos para que tudo continue a correr pela melhor forma.

A direcção.

1.1.06

Bom Ano 2006

A Drunfos S.A., deseja a todos aos que por cá, de vez em quando, passam um SUPER ou até quem sabe S/CHUMBO ANO de 2006.

PS.: Vá... E aos que também por cá não passam.

© 2006 Drunfo. É só e basta!.